Literatura de Cordel
É poesia popular,
É história contada em versos
Em estrofes a rimar,
Escrita em papel comum
Feita pra ler ou cantar.
A capa é em xilogravura,
Trabalho de artesão,
Que esculpe em madeira
Um desenho com ponção
Preparando a matriz
Pra fazer reprodução.
Mas pode ser um desenho,
Uma foto, uma pintura,
Cujo título, bem à mostra,
Resume a escritura.
É uma bela tradição,
Que exprime nossa cultura.
7 sílabas poéticas,
Cada verso deve ter
Pra ficar certo, bonito
E a métrica obedecer,
Pra evitar o pé quebrado
E a tradição manter.
Os folhetos de cordel,
Nas feiras eram vendidos,
Pendurados num cordão
Falando do acontecido,
De amor, luta e mistério,
De fé e do desassistido.
A minha literatura
De cordel é reflexão
Sobre a questão social
E orienta o cidadão
A valorizar a cultura
E também a educação.
Mas trata de outros temas:
Da luta do bem contra o mal,
Da crença do nosso povo,
Do hilário, coisa e tal
E você acha nas bancas
Por apenas um real.
O cordel é uma expressão
Da autêntica poesia
Do povo da minha terra
Que luta pra que um dia
Acabem a fome e miséria,
Haja paz e harmonia.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Amor de folheado

Agora eu amo folheado
Suas folhas
Seus poemas
Derretendo em minha língua
Seus recheios
Seus problemas
Troquei salteias e coxinhas
Pelas folhas molhadinhas
Agora assumo esse pecado
Viciei em folheado
É amor demais
Sem fermentos e aditivos
Sem tensões nem traições
E amor demais
Nutritivo
Duradouro
Com gasosos e cafés
Amor demais
Que maravilha te comer
Todo dia nas merendas
É a tua companhia que dá fome as minhas lendas
Eu voto contra os croissants
Que tentaram mas falharam
Tuas folhas como um livro
Pouco pouco me ensinaram
É amor demais
Sem fermentos e aditivos
Sem tensões nem traições
E amor demais
Nutritivo
Duradouro
Com gasosos e cafés
Amor demais
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